Você é gestante, tem alergia ao AAS e ele foi indicado durante a gravidez?
Calma. Existe solução e ela pode ser segura.
Algumas gestantes têm alergia ao AAS (ácido acetilsalicílico). Outras também apresentam alergia à dipirona. Quando o AAS é indicado para prevenir pré-eclâmpsia ou ajudar na proteção da placenta, surge uma dúvida comum:
“Como vou usar AAS se tenho alergia?”
O que muitas pessoas não sabem é que, em alguns casos, gestantes com alergia ao AAS podem sim utilizar o medicamento quando ele está indicado.
Quem torna isso possível é o alergologista, por meio de um procedimento chamado dessensibilização ao AAS.
Como funciona a dessensibilização ao AAS?
A dessensibilização é realizada em ambiente hospitalar, seguindo um protocolo específico, com monitorização e equipe preparada para garantir a segurança da paciente.
Durante o procedimento, a gestante recebe doses progressivas do medicamento até que o organismo consiga tolerar o AAS sem apresentar reação alérgica. Após esse processo, a paciente passa a conseguir utilizar o medicamento diariamente de forma segura.
Por que isso é importante?
Quando o AAS é indicado na gestação, especialmente para prevenção de pré-eclâmpsia, não utilizá-lo pode aumentar o risco de complicações importantes, tanto para a mãe quanto para o bebê.
Por isso, a avaliação adequada é fundamental.
Se você é gestante e tem alergia ao AAS ou à dipirona, ou se você é obstetra e acompanha pacientes nessa situação, a orientação é clara: encaminhe para avaliação com um alergologista.
Essa informação pode mudar e proteger o rumo da gestação.

