É muito comum o paciente chegar ao pronto atendimento e receber Fenergan. Em alguns casos, o medicamento também acaba sendo utilizado em casa.
O Fenergan, que é o nome comercial da prometazina, é um anti-histamínico de primeira geração.
Esse tipo de medicamento age bloqueando a histamina, substância envolvida nas reações alérgicas. Porém, ele também atravessa a barreira hematoencefálica, que é a proteção natural entre o sangue e o cérebro.
Por causa disso, pode provocar diversos efeitos no sistema nervoso, como:
- sonolência intensa
- lentificação do raciocínio
- diminuição dos reflexos
- confusão mental
Esses efeitos podem ser ainda mais intensos em crianças e idosos.
Muitas vezes, esse chamado “efeito calmante” pode dar a impressão de que a alergia está melhor controlada. No entanto, na prática, ele não trata melhor a alergia — apenas seda o paciente.
Atualmente, existem anti-histamínicos de segunda geração, que não atravessam a barreira hematoencefálica. Esses medicamentos conseguem controlar os sintomas alérgicos sem provocar sedação importante, permitindo que o paciente permaneça alerta durante o tratamento.
Entender essa diferença é fundamental, pois muda a escolha do medicamento e aumenta a segurança do paciente.
Escolhas conscientes fazem diferença no cuidado com a saúde.

